sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Apocalípse Particular


Por muito tempo, o único Apocalipse que me deixou realmente perplexo foi esse aí de cima,
que matou o Superman em 1995.


Em 2012, já sabendo da minha inclinação em estudos místicos e maluquices conexas, me perguntaram sobre o que eu achava que iria acontecer no fim daquele ano, quando as famosas datas apocalípticas de diversas culturas, o que incluía o famoso calendário Maia, chegariam ao seu termo em nosso calendário greco-romano. 

Respondi que seria algo moral, que o tal apocalipse seria uma sequência de eventos que duraria anos e não teria nada da pirotecnia que consta nas profecias das diversas culturas que dele falam. Tais eventos colocariam a humanidade em xeque e obrigaria todas pessoas do mundo a reverem seus conceitos de moral e ética. O ano de 2012 seria apenas o início dos eventos, da contagem regressiva para a nossa auto-extinção, a extinção do humano antigo para o nascimento do novo humano.

Apocalise, em grego, significa "tirar o véu", "revelar". E, desde muito antes do Apocalipse de João, a revelação mais famosa do ocidente, que existe essa ideia de um final dos tempos, de um juízo final, onde o velho e corrompido deve perecer em favor do novo e purificado. A linguagem simbólica, muitas vezes hermética nesse tipo de texto, talvez seja proposital pois não descreve fatos específicos, mas, sim, padrões. Desta forma permite diversos níveis de interpretação, fazendo com que os mesmos eventos possam ser aplicados ao universo, ao planeta, a uma nação ou a um só indivíduo.

Mesmo assim, a humanidade sempre tentou conectar fatos como a queda do Império Romano, a Segunda Guerra Mundial, a morte ou eleição de um Papa, etc. Se entendermos que o resumo do apocalipse é a falência e queda de um regime antigo e a instalação de um novo, fatalmente encontraremos correspondências em toda a história, afinal, tudo isso é cíclico, acontece de tempos em tempos.

Existe algo interessante na dinâmica dos ciclos: os ciclos menores influenciam os maiores e vice-versa, e assim infinitamente, como no mecanismo de um relógio mecânico e suas centenas de engrenagens. A situação calamitosa do Brasil, por corrupção e desonestidade é uma grande engrenagem, influenciadora e influenciada por engrenagens menores, como a onda de saques no Espirito Santo, na última semana; que se desdobra individualmente em cada um de nós e as pequenas desonestidades diárias. Por não percebermos essa troca de influências, essa rede de causa e consequências, não pensamos em nossos atos singulares, transferindo a responsabilidade para a outra engrenagem do sistema.

Vemos a situação insustentável que chegamos moralmente. Me parece uma clara indicação de que precisamos tomar providências reais e urgentes. Aproveitando o simbolismo do tema e, como um exercício de interpretação, pensemos em fazer o nosso apocalipse particular, retirar o véu materialista que cobre os nossos olhos. Veremos os Cavaleiros do Apocalipse éticos e morais que já estão aí, trazendo mazelas para o nosso mundo interior; os nossos sete selos, os nossos sete chacras principais, deverão ser abertos, um a um, e tomaremos conhecimento do que contém. Assim, harmonizaríamos o nosso ser novamente e, no tempo da abertura do sétimo selo, o mais elevado, o coronário, as trombetas da nossa consciência seriam ouvidas feito um trovão imenso e tudo o que é velho desmoronaria, abrindo espaço para um novo e purificado ser, pronto para uma nova e purificada realidade.


Um comentário:

Adriana Oliveira disse...

Sem exceção, todos os seres humanos, não tem os seis chacras trabalhando em harmonia, o que ocasiona os temores, o desequilíbrio, a desordem etc. Mas pelo menos o coronário, com energia, amenizaria os outros seis, porem, eu não acredito no fim (apocalipse), e sim, acredito na evolução, e ainda, existe amor entre as pessoas. Eu, estou com três chacras em desequilíbrio rs. O que está me causando confusões e impulsos desnecessário e precipitações, porem, estou trabalhando, para que essas atitudes, voltem a não causar dores, nem para mim, e nem para o próximo.